Com a Selic a 15% e imóveis valorizando 12% ao ano em BH, onde colocar seu dinheiro? Comparamos os dois cenários com números reais.
Com a Selic a 15%, é tentador deixar o dinheiro na renda fixa e esperar. CDB pagando 14%, Tesouro Selic rendendo 15% bruto — parece difícil de bater. Mas essa conta tem mais variáveis do que parece, especialmente quando olhamos pra BH.
Vamos ser justos com a renda fixa: em 2025, quem investiu em Tesouro Selic teve retorno bruto de aproximadamente 13-14%. Descontando IR (15-22,5% dependendo do prazo) e inflação (~4,5%), o retorno real ficou em torno de 6-8% ao ano.
É bom. Mas não é espetacular. E, mais importante: quando a Selic começar a cair, esse rendimento cai junto. Quem tá com dinheiro na renda fixa hoje pode estar olhando pro auge — não pro começo de um ciclo.
Agora olha os números de BH: valorização média de 12% em 2025 (FipeZAP). Em alguns bairros, 20%, 28%, até 36%. E isso é só a valorização do patrimônio — sem contar renda de aluguel.
Se considerarmos que a rentabilidade total (valorização + aluguel) de imóveis em BH chegou a 26,6% em 2024, segundo pesquisa da FGV/QuintoAndar, o cenário muda completamente. Esse número colocou BH acima de São Paulo (17,2%) e Rio de Janeiro (12,9%) em retorno total.
E aqui entra um detalhe que a planilha de renda fixa não captura: imóvel é alavancável. Com R$ 300 mil de entrada e um financiamento, você controla um ativo de R$ 1 milhão. Se esse ativo valoriza 12%, seu ganho patrimonial é R$ 120 mil — sobre um investimento de R$ 300 mil. Isso é 40% de retorno sobre capital investido.
Na renda fixa, R$ 300 mil a 14% bruto te dão R$ 42 mil em um ano. Antes de impostos.
Imóvel tem liquidez menor — você não vende em um dia como vende uma ação. Tem custos de transação (ITBI, escritura, corretor). E nem todo bairro valoriza igual.
Mas em BH, o mercado tem mostrado demanda estrutural forte e consistente. O preço médio do m² subiu acima da inflação por 5 anos consecutivos. E a expectativa de queda da Selic em 2026, com consequente aumento da demanda, deve manter a pressão de alta nos preços.
A melhor estratégia pra quem tem capital disponível provavelmente não é 100% renda fixa nem 100% imóvel. É usar o momento de juros altos pra acumular na renda fixa enquanto pesquisa e negocia o imóvel certo — e fechar o negócio antes que o ciclo de queda dos juros aqueça o mercado e empurre os preços.
Em BH especificamente, com valorização de 12% ao ano e projeção de crescimento do crédito de 16% em 2026, imóvel continua sendo um dos ativos mais sólidos pra quem pensa em patrimônio de médio e longo prazo.
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